terça-feira, 18 de junho de 2013

Eu li: A batalha do Apocalipse

Olá pessoinhas o/


*-*

ALERTA: SPOILERS 

2011. Eu e meu tio perambulávamos pelo shopping. Ele, procurando um presente para mim. Eu... Bem, eu só queria chegar na livraria.
Chegando lá, meu tio teve a bondade de reparar que eu estava praticamente namorando um livro. Era grosso, ainda embalado, de capa dura azul com um anjo na frente. Foi quando ele comprou o livro pra mim.
Que livro era? A EDIÇÃO ESPECIAL DE “A BATALHA DO APOCALIPSE”!!!!!!!!! Eu queria tanto o livro, mas queria tanto, que desde que eu vi que tinha chegado, procurei esconder pelo menos um exemplar – Oxe, vai me dizer que não faz isso também? u.u – e, quando ia à livraria, ficava babando por ele.
Pensei que ia ganhar da minha mãe a edição normal, de capa mole, sem capítulos extras, nem anexos. Mas qual que meu titio compra? A edição especial *-* A que eu escondi e zelei com tanto carinho...
Chegando em casa, a primeira coisa que fiz foi abrir o livro. Estava empolgada, queria tanto aquele livro... Eu não lembro quanto tempo levei para ler o livro. Lembro que gostei. De cada palavra.
Ainda gosto. Quando releio, continuo temendo por Ablon, torcendo para que tudo dê certo, não só o plot principal mas o romance do Primeiro General e a Feiticeira de En-Dor, querendo acabar com o Miguel, com Lúcifer e, principalmente, com o Apollyon.
Bem, por onde começar? Acho que vou seguir a linha do tempo, então. Admito que foi um pouco complicado assimilar todo o novo universo que o Eduardo Spohr me mostrava. Yaweh, a Ordem, contra o Caos, Tefon. As diversas mitologias nos mostram que o Caos nem sempre é cruel, certo? Errado. Tefon e Yaweh batalharam muito, até criaram criaturas para os auxiliar.
Yaweh deu origem aos seus arcanjos: Gabriel, Uziel, Miguel, Gabriel e Lúcifer, seres de luz, que obedeciam suas ordens. Já Tefon criou deuses-monstros: Behemot, Leviatã, Tanin, Enuma e Taurt. Os arcanjos lutaram ao lado de Yaweh e, no fim, derrotaram Tefon e seus monstros. Essas batalhas, conhecidas como as Batalhas Primevas, definiram o curso do universo.
Yaweh criou também os anjos. Seres de luz, com uma aura pulsante e poderes especiais, que nunca viram seu rosto. Haviam sete castas angélicas: Os ofanins, os querubins, os ishins, os malakins, os elohins, os serafins, e os hashmalins.
O início do universo. O início dos sete dias descritos pela bíblia, sendo que o sétimo dura até hoje, pois o tempo que passa para Ele não é o mesmo que passa para nós. No sétimo dia, Yaweh descansou, mas, antes, no fim do sexto dia, quando surgiram os primeiros homens, Yaweh os amou tanto que lhes deu um grande presente: A alma, o livre-arbítrio.
Ora, quem disse que essa decisão agradou aos arcanjos? Estavam decididos a erradicar a espécie que, segundo eles, sujava a amada criação de Yaweh, que jazia adormecido no monte Tsafon.
Os arcanjos se corromperam. A inveja os dominava. Várias vezes tentaram erradicar a humanidade. Onde isso resulta? Um pequeno grupo de cerca de quinze anjos decide acabar com o governo do ditador Miguel, o príncipe dos anjos. Para isso, pediram o auxílio de um dos cinco grandes: Lúcifer, a estrela da manhã.
Lúcifer não via futuro na conjuração, mas resolveu “auxiliar”. Pelo menos até expô-los. Os anjos foram jogados na Haled, como chamam a terra. Lúcifer, com toda a atenção que ganhou, decide investir em uma campanha contra Miguel. Tinha como objetivo se consagrar acima de Yaweh. Arrastou um terço dos anjos consigo, quando foi banido para o Sheol, o inferno, onde aguarda o fim do sétimo dia.
A cobiça de Miguel destruiu civilizações inteiras, e, com o passar do tempo, uma espécie de “tecido” se formou entre o plano terrestre e o astral, onde estão localizados os sete céus. Esse “tecido”, chamado de tecido da realidade, impede a nós, simples humanos, em acreditarmos em coisas que parecem fantasiosas demais. Com o tempo, não conseguíamos mais praticar magia...
Mas o tecido fica, a cada dia que passa, mais espesso. Em algum momento, ele vai cair. Esse dia é marcado como o final do sétimo dia, quando Yaweh despertará, e é conhecido como “Dia do Ajuste de Contas”. Ablon, Anjo Rengado, o Primeiro General, espera na Haled o dia em que ajustará as contas com Miguel, príncipe dos anjos.
Ambientado nesse fantástico universo, A Batalha do Apocalipse nos mostra, principalmente, os últimos dias antes do dia em que Yaweh despertará e julgará os crimes cometidos pelo arcanjo Miguel.

A Batalha do Apocalipse é envolvente, interessante, brilhante e um monte de outros adjetivos positivos u.u Eduardo Spohr criou um universo fantástico. Não no sentido “fantasioso”, mas sim no sentido de “incrível”.  Recomendo pra quem tem a mente aberta. Se você é daquele tipo “Só penso dentro da caixinha”, bem... Vai dar merda. Ou não. Quem sabe não muda sua visão do mundo? Mudou a minha. 




Até o próximo encontro o/

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